domingo, 13 de fevereiro de 2011

Um convite Underground!

Nos dois últimos tempos temos observado o surgimento de inúmeras confissões religiosas. Igrejas com orientação para agir na vida do jovem seja com futebol, surf ou rock.
Comunidades que se denominam Underground, marginalizadas e diferente das igrejas institucionalizadas.
Mas de fato, são locais tão institucionalizadas como qualquer outro. Talvez não tenham que mandam um relatório de atividades pastorais no fim do mês, ou muito demonstrar a um colegiado superior os avanços da comunidade. Mas são institucionalizados no seu jeito de lidar com o cristianismo.
Gritam: "SEJAM BEM-VINDOS TODOS", mas pregam o constrangimento ao Homossexual, o inferno à prostituta, o não perdão ao assassino, ao exterminio do pedófilo, a perfeição para o pecador.
Gritam: "SEDE SANTOS" mas pregam uma forma de santidade que é buscável e alcançável por méritos humanos. Ser Santo é não fazer nada de errado. BALELA!
Santidade é aquilo que Jesus conquistou para nós. Eu posso me decidir viver em santidade como louvor a Ele, ou rejeitá-lo.
Essas comunidade Underground ainda pregam a diferença, mas se igualam no descuido ao meio ambiente, as necessidades de sua região e ao ser humano de forma integral.
Homem não é espírito, alma e corpo tricotomicamente separados. É ser vivente que come, pensa e adora a Deus.
De verdade, underground mesmo foi Jesus, que deu de louco, virou a mesa na templo e lutou para que o ser humano voltasse a ser visto como SER HUMANO, centro da vontade de Deus.
Voltemos a Jesus e entendamos que ser underground é ser DE VERDADE diferente, AGINDO na sociedade que nos cerca.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Prioridades!

No púlpito um pastor informa as prioridades da sua denominação, os resultados da reunião com os demais pastores e o presidente da organização:
-Irmãos, queremos restaurar o mundo, por isso agora todas as igrejas tem uma nova prioridade... MONTAR MAIS IGREJAS!
Isso é tão comum, que enoja.
Infelizmente, as necessidades das denominações é simplesmente montar mais igrejas. Nada mais, nada menos.
Infectar o mundo com suas posições. Para que todas as comunidades sejam marcadas por suas doutrinas.
Já não importa o pobre, importa o templo. Não importa a fome da comunidade, importa o púlpito que comporta a melhor banda e o melhor esquema de som.
A igreja deve se preocupar com o espírito, o governo com a sociedade. Traçamos até onde iremos, ficamos com o mais fácil. Deixamos de lado o que é mais difícil.
Dentro do templo adoramos de olhos fechados. Olhos fechados!
Olhos que não podem ver as necessidades do outro. Olhos que não podem ver a tristeza do outro. E se o veem, devo orar pelo vizinho, e somente isso!
Todos os problemas devem ficar fora do templo, pois diante de Deus não podemos estar tristes.
MENTIRA!
Pois Deus é Deus dos tristes, Deus é Deus da humanidade. Sou humano quando reconheço que estou triste, sou humano quando reconheço a tristeza do outro.
SOU HUMANO, QUANDO ACEITO QUE SOU HUMANO DO JEITO QUE EU SOU... SEM MÁSCARAS!

Nossos templos devem priorizar a humanidade. Nossa adoração deve olhar para o mundo.
Não há prioridade maior de Deus, do que o homem.
A missão a qual Deus nos convida a fazer parte, iniciada em Jesus, é para re-humanizar o homem.
Será que um dia seremos igreja de verdade e daremos prioridade a missão de Deus, e não mais a templos e nossas denominações?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Os profetas de ontem e os profetas de Hoje!

Fim de ano. Momento no qual homens de branco definem a direção de Deus para o ano. Prometem. Anos de paz, anos de tranquilidade ou anos de oportunidades.
Estes são os nossos profetas hoje, homens que abençoam suas comunidades com palavras de benção.
Porém, o profeta de hoje difere dos profetas do passado. Homens que iam contra reis, contra os poderes, contra a sociedade. Eram verdadeiros olhos aflitos, que ecoavam sobre a sociedade informando que o caminho que percorriam estava errado.
Pregavam uma conversão, pregavam o olhar para Deus com novos olhos.
Estes eram homens que estavam prontos para morrer, pois não amaciavam egos, falavam aquilo que estava errado, pregavam contra e nunca a favor. Pregavam o perdão, mas exigiam o arrependimento, e com isso não quero renegar Cristo, que rompeu com essa exigência, mas quero reativar o conceito de profetismo.
Profetizar é ir CONTRA os rumos a sociedade. É ser aquele que aponta que tudo está errado, dizendo que existe um outro jeito. O jeito de Deus.

Enquanto nossos profetas de hoje estão preocupados em abençoar, abençoar, abençoar, s profetas antigos lutam pelo arrependimento.
Enquanto os nossos profetas querem que as comportas dos céus se abram para as bençãos de Deus se derramarem, os antigos estão mais preocupados que dos céus venha o perdão.
Enquanto o olhar dos profetas de hoje é completamente voltado para a igreja, os profetas do passado olhavam para sociedade.
Enquanto nossos profetas creem que Deus deve dar o que pedimos por que Ele prometeu, os antigos somente esperavam a promessa se concretizar na salvação do homem por meio do messias.
Enquanto nossos profetas pecam por esquecer que o caráter de Deus é por si só Abençoador, e está implícito no seu ser Abençoar livremente, os antigos pecavam por serem chamados de malucos enfrentando a morte pelo que acreditam.

Que Deus levante mais profetas como o do passado.

sábado, 25 de dezembro de 2010

O Anti-Natal

Crianças correndo de um lado para o outro, mães nervosas olham seus filhos enquanto completam as compras do fim de ano.
Cartões estourados, contas no vermelho, do trânsito um caos...
NATAL!

Véspera de Natal, todos sorriem comemorando algo tão superficial e modificado como a ave que está morta na mesa.
Religiosos gritam para que lembremos do menino-deus, mas os comércios nos lembram do bom velhinho.
Enquanto Deus ainda é um menino indefeso que recebe presentes, o bom velhinho é esperto e é ele quem presenteia. Desleal disputa não?

Mas de verdade, o que seria do natal se a princípio Deus não tivesse pensado na Páscoa?
Do que adianta um Deus menino, se não houvesse um motivo para sua vinda? Do que adianta Deus querer ser homem se não houvesse um desfecho para esse desejo?

Natal é só um momento alegre, mas nossa verdadeira alegria está na ressurreição pascal. Quando Jesus deixa de receber os presentes, e nos presenteia com algo muito além da vida.

Vivamos o Natal sabendo que isso não é tudo!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Porque Deus criou Adão e Eva, sabendo que pecariam?

A história de Adão e Eva remonta uma dúvida: "se Deus sabia que eles iriam pecar, porque os criou?"
Não quero entrar se creio em Adão e Eva, não me importa essa discussão no momento. Mas simplesmente a expansão: "se Deus sabia que o homem iria pecar, por quê o criou?"
A nossa sociedade, principalmente a pertencente a igreja, é legalista.
É só observar que a pregação das igrejas estão voltadas ao que eu devo ou não fazer. A mentalidade dos cristãos está focada na busca de nunca pecar, para chegar a santidade.
Nos preocupamos com o pecado e por isso a vinda de Jesus ao mundo significa, para o senso comum, a libertação do pecado. Pura e simplesmente a libertação do pecado, e nada mais que isso.
Esse pensamento porém é infantil e tolo, pois Deus realmente sabia que estava criando alguém suscetível a falhas. Ele não estava se preocupando com o pecado humano, mas com a proximidade de seu amor por alguém.
Não posso conceber uma visão onde Deus quer criar criaturas que busquem não pecar, pois se Deus fosse assim, seria um tirano cruel e maldito.
Deus não pode ser assim, Jesus é quem o diz em sua pessoa. É por isso que Jesus ao ser questionado sobre a mulher adúltera diz "quem não tem pecado, atire a primeira pedra", também é por esse motivo que Jesus ao encontrar-se a beira de um poço com uma mulher samaritana (pecadora pelo senso judaico por ter nascido mulher e ainda mais samaritana) lhe informa que "o Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade".
Ora, se Deus em Cristo preocupou-se muito mais com o amor as pessoas do que com seus pecados. Por que nós, igreja, nos preocupamos mais com o pecado do que com o amor as pessoas?
A resposta é portanto que Deus não estava preocupado se o homem pecaria. Deus estava preocupado em como poderia amar a estes que criou.
Que possamos fugir da busca pelo pecado do homem e partamos em busca de restaurar e amar os pecadores.

*conceitos sobre a "santidade" e a "existência de Adão e Eva" devem ser trabalhados em outro momento. Sobre outra perspectiva.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CULPA!

O ser humano convive com um dos mais belos ao mesmo tempo que um dos mais horrosos sentimentos. Uma sentimento que se faz antítese. A CULPA!
Todo ser humano sente culpa. Seja ela de nunca ter estudado o suficiente para fazer uma boa faculdade e ser um grandioso profissional, seja de ter escolhido viajar para uma determinada cidade, e ter permanecido no trânsito por pelo menos 8 horas de um feriado de quarta-feira. Culpas morais como nunca ter abraçado seu filho que agora se casou e está muito longe, de ter infringido uma regra.
Nós rejeitamos a culpa, nós a ODIAMOS.
Porém sem ela, seríamos monstros.
Pela culpa Judas Iscariotes se enforcou, lembrando-se de Jesus. Pela falta de culpa, Adolf Hitler e a Alemanha sacrificaram milhares de judeus em câmaras de gás, milhões de soldados em uma Guerra Sangrenta e bilhões de bons relacionamentos que poderiam ter existido se houvesse a paz.
Sem a culpa somos monstros, pois não entenderíamos os limites de nossas atitudes e infringiriamos regras básicas e direitos pessoais.
Sem a culpa não pediriamos perdão, não nos reconheceriamos como errantes e errados morais e sociais. Sem a culpa somos nada mais nada menos que um bando de animais que se mutilam e se destroem pelo prazer de suas vontades e egoísmos.
Ainda assim, sem a culpa, não nos preocupariamos com os pobres, desvalidos e miseráveis da nossa sociedade. Continuariamos pisando e cuspindo nas escórias da sociedade capitalista-consumista, pois sem a culpa, não lembrariamos que nós os formamos.
Que a nossa culpa, floresça. Que reconheçamos que somos culpados.
Porque sem ela, não somos humanos, mas sim MONSTROS ANIMALESCOS.
Obrigado Deus pela CULPA!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Nova Conversão!

Quando pensamos em conversão, pensamos numa mudança de atitude. Num jeito novo de viver.
É fato que quando somos chamados e seduzidos pelo evangelho, queremos que nossas atitudes demonstrem isso. Porém, nosso discurso tem sido tão focado na mudança de atitudes, que esquecemos que não é somente isso que deve mudar.
Além das nossas ações, também devemos mudar nossa mente. Além de agir como Cristo nos fala, devemos também pensar como Cristo.
Não é incomum ouvir o discurso dos convertidos, baseado nas atitudes puramente corretas e irrepreensíveis. Gastamos de 20 a 50 minutos de nossos cultos, ouvindo a pregação de um homem que nos exorta a agir corretamente SEMPRE.
Isso tem produzido uma igreja legalista, que só permite o céu aos que nunca erram, aos perfeitos. Somente aceitamos os inteiros, nunca os machucados.
Aceitamos aqueles que sabem esconder seu pecado. Respeitamos o mentiroso, mas retemos os homossexuais. Conversamos com os opressores dos pobres, mas repudiamos as prostitutas. Comemos a mesa dos Gulosos, mas não suportamos os viciados sexuais.
A Igreja precisa saber o que é amar o oprimido, o excluído e o marginal, como Cristo fez com a mulher com fluxo de sangue (uma impura), com o cego Bartimeu (um amaldiçoado), com a samaritana no poço (uma samaritana digna do inferno), com Zaqueu (um ladrão a mando de Roma) e o fez até a cruz, com o ladrão que morreu ao seu lado.
Precisamos nos converter a mente de Cristo.