segunda-feira, 15 de setembro de 2014

CAIU NA NET - Meninas de toalha crucificadas pela maldade humana

Eu poderia começar essas linhas de muitas maneiras. Um tom moderado (que gosto tanto), um modo mais agressivo, um modo sensacionalista. Dessa vez quero começar de um modo sincero, ando sem palavras para a nossa humanidade - e não estou criticando o ser humano, mas estou criticando a minha própria humanidade.
Tenho lido e buscado entender essa questão dos vídeos que "amigos"/"ficantes"/"ex-namorados" enviam um ao outro. Entendo o desejo de ver o outro em uma situação mais picante, afinal somos seres sexuais. Um ser humano deve ter prazer pelo outro ser humano e não por um animal (desculpem, mas sou anti-zoofilia). Lembrando que ainda assim não concordo com essa prática, ainda que a entenda.
Já é surpreendente esse desejo por colocar o outro em estado vexatório. Mas estou me deparando com algo que dificilmente entrará na minha cabeça, o prazer de reduzir o outro - a quem não conheço exceto pelo vídeo, e sempre é a mulher - ao estado de indignidade. 
Uma menina de 14 anos que entendeu-se errada e viu a dor que causou a família após cair em um desses vídeos feito com o ex-namorado e um amigo, recebeu uma quantidade de hostilidades que possivelmente nem os mais cruéis criminosos tal como Hitler, Stalin, Darth Vader e aquela mulher da novela das 8, que começa ás 9 e termina ás 11 nunca receberam - e nem deveriam, ainda assim.
Há em nós uma maldade implícita que hoje tem ganhado liberdade para tornar-se completamente explícita.
Me lembro de ter participado de uma das edições do Anime Friends (talvez o 2007) e lembro que naquela edição houve a polêmica presença de duas "meninas de toalha". Lembro de como várias pessoas adoraram ver aquilo, mas como depois do evento elas foram massacradas e destruídas por optarem pela "fantasia" - que no mínimo revela a falta de noção delas e dos pais.
Nós temos vivido em uma triste época onde não somos felizes em somente criticar o outro, mas precisamos crucificar. E após, ainda precisamos ter certeza que não haverá ressurreição. "Oh miserável homem que sou, quem me livrará do corpo dessa morte", diria Paulo, o apóstolo. "Pobre diabo é o que sou!" diria o pessoal do IRA!, na voz do Wolverine Nazi.
Precisamos aprender que o erro do outro, poderia ser o meu. Isso é olhar no espelho, pois no fundo, a posição em que eu gostaria de estar não é a do juiz, mas a do réu em sua sensação de clímax. Olhando assim, talvez - e só talvez - nos tornemos melhor humanos e menos bichos.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Adolescência, Igreja e Sexualidade

Era o distante ano de 2004. Eu trabalhava em uma escola pública cuidando do ensino de informática para adolescentes de 11 a 14 anos. Por causa da pouca idade (16 anos) muitos professores obviamente não confiavam em mim. Eu era um projeto pioneiro naquela escola, onde um quase nativo digital ensinaria aos nativos digitais como melhor usar os recursos informáticos. Por não confiarem, acabava tendo muito tempo livre para ficar no corredor conversando com o inspetor e alguns alunos que sempre estavam por lá.

Em certo dia de setembro chega um aluno com um celular "moderno" (para a época) com a foto de uma das meninas de sua sala, enviada pela mesma, durante uma daquelas aulas. Na foto, a garota mostrava seus atributos físicos tirados por baixo da camiseta, revelando as benesses da puberdade feminina. Eu lembro o rosto do inspetor, perguntando se aquilo tudo era dela mesmo e se tinha como salvar para que ele visse mais tarde.
Anos após, estava lidando com a questão de sexting, pedofilia e adolescência junto a empresas privadas e em apoio a ONGs. Tive ainda algumas experiências tendo o contato com adolescentes de outras igrejas da minha denominação. Mas não falo como perito (pois não sou), e sim como alguém que viu, cuidou e tratou disso de perto.

A adolescência é uma fase complexa (todos já sabem), mas é ainda mais complexa com a forte erotização ocorrida nos últimos 20 anos e a facilidade de distribuição de material nesse sentido ocorrido nos últimos 7 anos. Existe no adolescente o desejo de revelar ao mundo o que ele tem de melhor. É uma necessidade do adolescente mostrar que ele não é mais criança, que ele sabe resolver os problemas do mundo, que ele está pronto para ser notado. Essa é fase que ele faz tudo para mostrar que acabou a infância.

Ao mesmo tempo, é a fase que ele não se compreende, pois aquele órgão pequeno que soltava urina, agora está ficando maior, com pelos e de repente o trai a noite. A menina vê que seu busto está crescendo, mas não o suficiente para ser maior do que a da amiga (curiosamente a amiga acha que o seu cresceu demais e queria que fosse menor).  É quando aquela menina que era o patinho feio com cara de nerd magrela, está muito "gostosa". O moleque que era o "amiguinho", o "educado" e "simpático" não para de dar em cima e não pára de alisar as meninas. É a fase das mudanças!  

E por não saberem lidar com as mudanças, não aceitam que ocorram consigo mesmo, por isso sua auto estima torna-se extremamente baixa. O que eles veem no espelho nunca será aquilo que nós, adultos vemos (no meu caso jovem adulto). Para eles tudo está incompleto em si mesmo e no mundo. Tudo muda, mas não na velocidade que querem. Tudo causa tristeza, por isso necessitam de algo que lhes dê fôlego de alegria. É neste buraco que falta família, amigos e igreja e sobram remendos, vícios e traumas.

Há uma estimativa que por dia sejam colocados na internet cerca de dez vídeos de adolescentes entre 11-14 anos, com conteúdo impróprio. Muitos desses vídeos são colocados pelos próprios adolescentes, buscando reconhecimento e suprimento na sua imagem pessoal.
Um grande número de meninas perde sua virgindade aos 13 anos de idade e os meninos aos 15 anos. Há uma tendência de que esse número nos próximos cinco anos caia para 11 e 13 respectivamente. A Igreja Cristã, ainda está alheia a isso. Nós ainda não temos o preparo para conseguir abordar o assunto sexualidade na pré-adolescência (8-11 anos). Estamos engatinhando com uma agradável consistência na pré-juventude (15 anos para cima).

O problema não é proibir o ato sexual, a masturbação, o sexting e a pornografia. O problema é como substituir essas "necessidades" criadas nos nossos adolescentes. É pura ingenuidade achar que iremos vencer essas questões com nossos paradigmas. Teremos adolescentes mascarados. A integridade aparente esconderá aquilo que estará no coração. Bons filhos também desobedecem os pais.

Nos últimos três anos, inclusive, me assustei com o número de jovens e adolescentes que confessaram problemas na questão sexual. Alguns deles pediram que eu fizesse um acompanhamento mais próximo para ajudar a corrigir, porém a maior parte confessou que não está mais se preocupando. O motivo de não se preocuparem é possivelmente a supervalorização do pecado do "sexo antes do casamento". Uma vez cometido este "pecado", tá liberado. Há um grosso modo, rompeu o hímen, rompeu com o pecado
(não é a minha preocupação debater nesse momento se é ou não é pecado, fazer sexo antes do casamento).

E o que fazer diante disso? Vamos prender os adolescentes em casa para que não façam sexo com ninguém? Vamos tirar computador, televisão e celular para que não haja exposição? Vamos obrigar os filhos a irem para todo lugar com um guarda-costas familiar (pai, mãe ou irmão mais novo)?
Nada disso e tudo isso. Estabelecer um diálogo sincero auxilia na dosagem dessas coisas. Dizer NÃO também é um aprendizado para ele. Ao mesmo tempo que dizer SIM mostra a confiança que você deposita nele. O meio termo é sempre agradável. O excesso é traumático e não gera resultados. Tudo depende do adolescente, e é saudável que ele saiba que há pendências que o fazem perder a confiança.

Vamos fazer diversos seminários de sexualidade e vamos obrigar que todos sejam acompanhados por adultos? Vamos contratar psicólogos e orientadores para acompanhar a educação deles na igreja?
NÃO! NÃO! NÃO! Eles não precisam de mais adultos "enchendo" a cabeça deles. Os adultos "não entendem" o que eles passam na escola. O que um adulto fala é conflitante com aquilo que eles vivem diariamente. Obviamente essa é uma via que pode melhor aparelha-los para enfrentar, mas hoje a maior necessidade que eles sentem é de pessoas que os acompanhe e converse não para ensiná-los e corrigi-los. Eles precisam de modelos. E sabe qual é o melhor modelo? Os jovens.

A chave para o coração dos nossos adolescentes, são os jovens líderes maduros que nós produzimos. Eu sei de coisas dos meus adolescentes que nenhum pai sabe ou saberá tão cedo. Sei de coisas que nem mesmo os amigos adolescentes da igreja sabem. Sabe porque? Porque eu entro como irmão. Eu não estou disposto a dar bronca ou dar lição de moral, mas eu cuido através do meu exemplo. Se eu dou um conselho, dou também a liberdade para que pensem e respondam por suas escolhas (salvo casos que necessitem do contrário).

Pais, adultos e orientadores são essenciais na educação e formação dos adolescentes, mas é a juventude que faz com que os adolescentes caminhem nessa retidão. O adolescente quer ser visto como jovem, por isso é que são os jovens que devem ser a "bola da vez" em nossas igrejas. Infelizmente o tráfico e o mercado da pedofilia entenderam isso antes. Mas esse é um chamado para confiar e investir em jovens líderes para resgatar os adolescentes. O que combate a pedofilia não é somente uma boa orientação educacional, mas o cuidado e o modelo daqueles que são iguais.

Quer adolescentes saudáveis, tenha jovens líderes saudáveis.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Falhamos com o Chorão


Não errei no título não. Sim, falhamos com o Chorão.

Agora sobram palavras positivas e negativas sobre ele. Um bêbado, drogado, boca suja ou permissivo. Um referencial, alguém de mente aberta, um apoio a juventude e sua liberdade ou um grande compositor da nova era.

Palavras e mais palavras não poderão definir uma pessoa. Opiniões são opiniões, e somente isso. Não são vazias e não possuem conteúdo. São sempre muito pouco diante da complexidade de um ser humano.

Minha preocupação não é somente com o Chorão, mas com os muitos “chorões” que ainda temos. Agora os jovens “crentes” reclamam porque não foram falar de Cristo para ele. Mas o que dizer sobre os “chorões” que estão em nossos bairros. Estes a qual chamamos de vagabundos, maconheiros e bandidos. Estes que a gente passa longe por medo.

Nós falhamos com o Chorão porque nós falamos de Cristo, mas não vivemos Cristo. A nossa ação basta no simples fato de falar. Esquecemos que quando o ser humano não sabia o que era salvação, redenção e expiação, o próprio Deus, por meio de Jesus, tornou-se gente para falar nossa língua e relacionar-se. Para nos salvar, Deus falou conosco de maneira que entendêssemos.

Achamos que missão é somente a proclamação da palavra, mas esquecemos que nisso está incluso a ação da palavra proclamada. Nós achamos que porque temos um monte de programas televisivos, estamos falando do evangelho. A maior parte dos telespectadores da programação evangélica, são os próprios evangélicos. 

Cristo só poderá ser encontrado, quando nós passarmos a mostrar além da proclamação, a nossa ação. Quando pregar o evangelho for ir aos perdidos e não esperar que eles venham a nós. Quando ao invés de impormos Cristo, nos tornarmos braço de apoio. Não simplesmente tatuando e andando de skate, mas mesmo em meio a culturas diferentes, conversando com o intuito de excluir e não com o interesse de destinar o diferente ao Inferno.

Que Deus nos perdoe por que falhamos com os “Chorões”!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Uma geração que morre – Mudando Para Mudar


“... porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” Filipenses 1.21

Paulo faz uma escolha para sua vida. É importante observar que ele expressa algo pessoal. Essa não é uma admoestação para os crentes em Filipos. Essa é uma grande escolha que Paulo faz para si mesmo.
Em tempos que as pessoas gritam que querem ser “geração que canta”, “geração que dança”, “geração que celebra”, “geração da conquista”, talvez tenhamos que nos tornar a geração que morre. Geração que morre para suas vontades, e ao morrer por suas vontades, dá sua vida pela vontade de Deus.
Esse é o ponto delicado desta geração. Uma geração que morre, é uma geração que continua cantando, dançando, celebrando e conquistando. Mas é também uma geração que se ajoelha, que busca a Deus, que olha para o outro.
O grande problema dessa geração frenética, é que sua espiritualidade acaba quando o ministro de louvor termina a música. Sua espiritualidade está baseada no êxtase e não em Deus. Baseada somente na experiência, e não mais na palavra viva e eficaz, que nos aproxima da verdadeira Palavra, o Logos de Deus chamado Jesus.
Pertencer a uma geração que morre, é escolher ser dependente de Deus de maneira completa. É se envolver com a agenda do Reino ao ponto de não se importar com que a sua recompensa seja a morte, pois a morte é um grande lucro para quem vive Cristo.
Talvez seja o momento de depormos nossas guitarras, baixos, teclados e baterias. Talvez seja o momento de deixarmos de lado o violão, o Cajon e as vozes bem separadas. Talvez seja o momento de ajoelharmos e olharmos por horas aquilo que o Senhor Jesus nos disse, voltando a viver intimamente a missão, que não é cantar louvores e muito menos lotar igrejas. Mas trazer justiça, cura e restauração para este mundo caído. É levar Cristo a toda criatura, de maneira que Cristo transforme e dignifique a todo ser humano.
Acontecendo isso, o meu louvor para de ser um momento de extase entre eu e Deus, e torna-se uma experiência entre eu, Deus e minha comunidade de fé. A minha adoração passa a ser não somente um grande musical que mexe com meus sentimentos e faz bem ao meu coração, mas torna-se um momento que eu adoro a Deus fazendo qualquer coisa, mesmo lavando uma louça. Pois adoração não é música, nem estilo musical, mas serviço prestado (e isso vale um texto separado).
Viver por Cristo é entender que meu IPhone, IPad ou IMac não são mais valiosos que as pessoas. Que o meu carro na garagem não é um símbolo de status. Que a minha casa na praia não é o meu objetivo de vida. Que a viagem para Paris não é o ápice da minha vivência.
Que sejamos portanto Geração que Morre, e se necessário, dando seu corpo para ser dilacerado e morto pelo amor do nome de Cristo, não porque isso me trará algo, mas porque isso já trouxe a mim e deve trazer a mais gente.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Jesus e nada mais que isso

Fico olhando para Jesus, o modelo pastoral perfeito, e olho para os nossos líderes (do qual me incluo). Me assusto - como são diferentes!

Nas eleições não faltaram candidatos com o título "pastor", "bispo", "missionário" ou "evangelista". Até mesmo na mídias sociais as pessoas preferem mostrar o título para serem identificadas. Nas discussões elas estão certas por causa do título. Creem que tem o direito de serem algo a mais.

Líderes trovejam na televisão suas verdades, confrontando os diferentes. A mansidão é deixada de lado, pois a voz elevada dá crédito as verdades não bíblicas e os exageros do fundamentalismo entorpecido.

Líderes rejeitam as mudanças dentro dos templos, pois "Deus é o mesmo ontem, hoje e assim o será para sempre". Dão então a voz para o tradicionalismo tacanho e anacrônico.

Surgem as vozes da juventude, mudando tudo e não valorizando nada. O importante é a emoção, se não sentir não valeu a pena. Nesse lugar também surge o liberalismo no discurso de gente que atrai jovens, e revelam que o Deus que eles ouviram falar em suas antigas Igrejas está morto e não existe. Na verdade Deus nos criou e estamos "ao Deus dará" - e se Ele não der?

Deixo claro que não creio que estamos pior ou melhor dos que os tempos passados, pois cada tempo reservou sua dificuldade. Mas eu fico pensando em como Jesus se portaria diante dessa realidade contemporânea.

Talvez o Jesus que lavou os pés dos discípulos, continuaria sendo somente o Jesus que não tinha onde encostar a cabeça, rejeitando títulos (Jesus não usa nenhum título propriamente de poder, todos são subjetivos). 
Talvez continuaria sendo o Jesus a qual chamamos de manso, que João chamará de amoroso. 
Talvez ainda entraria no templo, destruiria a liturgia e convidaria a que todos ajoelhassem, partissem o pão e saíssem para mudar o mundo. 
Penso ainda que talvez Ele olharia para os questionamentos modernos da juventude, romperia com tudo aquilo que realmente haveria de ser pregado, mas mostraria que Deus ainda existe e se preocupa conosco, ao ponto de morrer por nós. 

Talvez, e só talvez, Ele simplesmente fosse como Jesus.

  

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nova Conversão

                    Quando pensamos em conversão, pensamos numa mudança de atitude. Num jeito novo de viver. É fato que quando somos chamados e seduzidos pelo evangelho, queremos que nossas atitudes demonstrem isso. Porém, nosso discurso tem sido tão focado na mudança de atitudes, que esquecemos que não é somente isso que deve mudar. Além das nossas ações, também devemos mudar nossa mente. Além de agir como Cristo nos fala, devemos também pensar como Cristo.
                     Não é incomum ouvir o discurso dos convertidos, baseado nas atitudes puramente corretas e irrepreensíveis. Gastamos de 20 a 50 minutos de nossos cultos, ouvindo a pregação de um homem que nos exorta a agir corretamente SEMPRE.
                     Isso tem produzido uma igreja legalista, que só permite o céu aos que nunca erram, aos perfeitos. Somente aceitamos os inteiros, nunca os machucados. Aceitamos aqueles que sabem esconder seu pecado. Respeitamos o mentiroso, mas retemos os homossexuais. Conversamos com os opressores dos pobres, mas repudiamos as prostitutas. Comemos a mesa dos Gulosos, mas não suportamos os viciados sexuais.
                     A Igreja precisa saber o que é amar o oprimido, o excluído e o marginal, como Cristo fez com a mulher com fluxo de sangue (uma impura), com o cego Bartimeu (um amaldiçoado), com a samaritana no poço (digna do inferno), com Zaqueu (um ladrão a mando de Roma) e o fez até a cruz, com o ladrão que morreu ao seu lado.
                     Precisamos nos converter a mente de Cristo.

 (publicado no dia 10/11/2010)

domingo, 13 de maio de 2012

Relacionamentos

Um dia Deus olha pra Terra e vê seres humanos, criações suas. Vê esses seres humanos lutando e matando, presos nas regras e nas leis que deveriam dar paz e vida. Então, ai vem Jesus. Deus tornou-se gente, e então toda gente viu a Deus. Deus é relacional. Não bastou para Ele ser Senhor dos seres humanos, ele precisava ser Amigo. Não bastava viver longe lá no céu, Ele queria estar junto, mostrando que há como ser Gente de verdade. Deus tornou se gente, habitou entre nós. Nessa relação entre Deus e o ser humano, Ele já fez todo o processo. Ele veio para nos relacionar. A parte mais difícil está aqui, disponível próximo a nós. Basta somente dizermos que estamos aptos a este bom relacionamento.

sábado, 3 de março de 2012

Adoração como seviço

Vivemos em um tempo dentros das igrejas na qual a maior preocupação da liderança é a adoração. É fato que adoração não é somente uma atitude musical. Isso já é mais que óbvio. Falado tantas vezes, que torna-se desnecessário lembrar.

O grande problema é qual o objeto real da adoração, dentro da própria igreja. Líderes carismáticos vociferam um Deus que está aí para nos dar aquilo que necessitamos, se soubermos "comprar" ao preço certo esta "benção". O preço? Se eu for santo o suficiente Deus me dará.

Em uma curta frase percebemos no mínimo duas coisas: 1) a preocupação com o MEU interesse/ meu próprio bem (Deus me dará) ; 2) o legalismo onde eu preciso fazer algo para que Deus me dê algo (seu for santo... Deus me dará).

Sobre o segundo, que não é a nossa preocupação neste texto, devemos lembrar que a Graça é estabelecida não pelo que somos, mas por quem Deus é. Ele nos abençoa porque seu caráter é abençoador. Simples, fácil e COMPLEXO. Nesse contexto o adoramos não pelo que Ele fará, mas por aquilo que Ele já fez na cruz e na eternidade.

Focalizando no primeiro, percebemos o foco no meu desejo, no que eu quero. Podemos usar a música como termômetro da nossa linha de pensamento. Afinal qual é o "Centro" das nossas músicas dentro da igreja, senão o meu DESEJO, aquilo que eu preciso, de forma egoísta. No meu ato de adoração, cabe o EU, raramente o NÓS.

A palavra hebraica utilizada comumente no Antigo Testamento para adoração é bhôda, traduzida muitas vezes também por "Servir". Servir o outro era parte integrante da Adoração Judaica. A palavra bhôda muitas vezes era substituída por hishtayah onde surge a ideia de o servo (aquele que serve) deve prostar-se ao adorado. Esse sentido também é perceptível no grego, onde a palavra latreia é flexionada por proskyneos. Infelizmente ficamos com as flexões das palavras originárias, nos prostramos, mas esquecemos da palavra original, não servimos.

Este conceito de Servir (no grego também diakonos) deveria ser resgatado dentro do nosso conceito de adoração. Não há como adorarmos, esquecendo de servir. Sem o serviço, nosso ato de adoração é incompleto.

O maior adorador logo, não é o cantor no palco, mas a senhorinha que lava o banheiro. Não é o pastor que estende as mãos, mas o adolescente que ora pelo irmãozinho doente.

Por fim, os versículos mais utilizados para tratar sobre adoração João 4:23-24, dentro do conceito de servir, dá mais intensidade ao ato de adoração. A adoração ganha um sentido menos individual e mais comunitária. Eu adoro a Deus servindo* o outro, Eu amo a Deus amando o outro.

Logo, se minha adoração é focada nos meus anseios, Ele tende a ser muito mais uma adoração aos meus desejos, do que de fato a Deus.



*servindo foi utilizado para não gerar o conflito de palavras onde eu adoro uma outra pessoa. Esse tema geraria mais um longo texto, que não compete ao momento.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Luz e Trevas

Mateus 5:15-16: "Ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto. Pelo contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine todos os que estão na casa.
Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu."


Limites, traços, fronteiras. É isso que nosso evangelho na prática tem dito.
Uma igreja que se concentra e pensa somente em si. Na realidade de um evangelho que fala somente o próprio dialeto. Que renega o universo que vive, mas o reproduz numa cópia sem alma, escarrada e tão avessa como a original.
Baladas com gente do mercado gospel, onde reina a "pegação". Aliás sobre esse mercado gospel, temos tanta coisa a dizer não? Empresários que compram seus espaços nas estações de rádio, gravadoras que extorquem seus músicos e os incentivam a uma baixa qualidade pelo aspecto teológico. Criando assim uma igreja alienada, preocupada com seus interesses egoístas.
Precisamos redescobrir o sentido de ser Luz em meio as Trevas.
Ou vamos continuar sendo sujas cópias alienadas do presente século.

domingo, 14 de agosto de 2011

Reflexão Inútil sobre o dia dos Pais

Caminho pela internet e observo mensagens amorosas ao Papais, centro dessa data.
Observo nas ruas porém o sentimento daqueles que na verdade não os possui. A realidade é que apesar de muitos filhos, terem seu Genitor Masculino em casa, essa função porém torna-se vazia.
Homens que preferem uma vida sem a responsabilidade ou sem o amor por seus filhos, talvez porque suas frustrações passadas ou até mesmo presentes não os permite ser de outra forma.
Homens muitas vezes presos a vícios, que não permite a liberdade.
Temos um grande conflito com essa figura, muitas vezes porque a imagem de macho, não permite a demonstração de qualquer resquício de afeição. E isso é doença!
É doença para uma família. É doença para o relacionamento pai-filho.
O grande problema é que isso gera um círculo vicioso. O relacionamento superficial do avô é transferido ao neto, através do seu filho.
Nós homens precisamos aprender o que é Carinho. Precisamos abraçar mais e perdoar ainda mais.
Precisamos amar nossos filhos, e perdoar nossos pais.
Que Deus nos guie nisso.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É de Graça!

Uma das mais surpreendentes realidades do Cristianismo, ainda que extremamente incompreendida pela igreja, chama-se Graça. O grande símbolo desta graça é a cruz.
É engraçado, que a mesma cruz, é símbolo da igreja, instituição religiosa que por muitas vezes esquece o que é Graça, principalmente quando exige uma perfeição excessiva, quando rejeita os destruídos e quando periferiza os desiguais.
A igreja necessita se reencontrar com a graça, pois ela tem sido transformada em uma faculdade para hipócritas. Tem se tornado uma fábrica de crentes esteticamente perfeitos, criados em uma estrutura plástica, milimetricamente calculada para sempre estender aos céus suas mãos, sem deixar que a santa aureóla desapareça. Por dentro, infelizmente, seres putrefados, legalistas, escravizados e doentes.
Enquanto a igreja escraviza, sacrifica aqueles que entendem que realmente não são perfeitos. Aqueles que não sabem brincar com a mentira, porque são verdadeiros. Pessoas que entendem que Cristo no céu lhes fará uma pergunta, e nada mais que uma pergunta: "- Você entende que você não merece entrar por este portão, que o seu lugar é a perdição total, que tudo que você fez na vida não valeu de nada porque realmente você não pertence a este lugar?", "Entendeu mesmo? Seja Bem-vindo ao seu descanso".
Precisamos, como Igreja, entender que quando Jesus disse: "Venham a mim todos os que estão cansados e que não aguentam mais o peso da vida, que eu vou aliviá-los"*, Ele deixou esse "mandamento" a NÓS, Igreja de Cristo. Somos nós que devemos receber e aliviar as cargas, por sermos Cristo na Terra.
Vamos deixar de ser igreja, e sejamos Igreja.
Vamos aliviar os que sofrem, vamos amar os que choram, vamos resgatar os que se perderam.

Que aquele "deus" sem graça e sem amor, que nós pregamos, possa dar lugar ao Deus que nos ama, mesmo que nós sejamos nojentos e arrebentados.

Soli Deo Gloria!

* (Mateus 11:28-30) numa versão popular, contextualizada.

sábado, 9 de julho de 2011

Eis me aqui!

Um dia eu te disse: Eis me aqui!
Mas eu não estava realmente, por isso andava em mim e não em ti.
E nessa vida não estar em ti é problema, porque luta é meu dia-a-dia.
E de problema a vida tá cheia.
Mas ai que está, por estar cheia, é que eu tenho ir no mundo.
Restaurar os quebrados, encontrar os perdidos e te trazer em louvor.
Eis me aqui, não tenho muito. Mas eis me aqui.
O que tenho não é talento e nem saber.
São duas mãos e um coração rendidos para fazer.
Porque meus problemas não importam, quando estou contigo.
E eu preciso contar pra todo mundo, que ainda há uma esperança.
Caleja minhas mãos e converte meu coração a ti.
Porque minhas atitudes tem que ser tuas, e os meus sentimentos entregues.
Me renova, para eu poder ir renovar.
Me usa para poder resgatar. Porque tem gente lá fora precisando de Ti.
E eu sei que sou eu que tenho que ir.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Paredes

Dentro das igrejas, jovens constroem um nova "teoria dos relacionamentos", algo exportado, com o logotipo "MADE IN USA" na carenagem. Segundo essa "teoria", o namoro segundo os padrões de Deus é feito através da "Côrte". Muitas igrejas inclusive tem direcionado seus jovens a esta forma de relacionamento.
Já é conhecida a minha teoria da "correlação extrema", onde sempre teremos os dois extremos entre sociedade (mundo) e religião (igreja). Dentro dessa teoria, quando a sociedade propõe um valor (permissividade nos relacionamentos) a igreja precisa gerar um proposta suficientemente oposta (namoro, sem beijo, sem abraços muito longos, quase sem contato).
Um grande problema que essa "proposta" tem gerado nos jovens evangélicos (não estou usando cristão de propósito) é a obrigatoriedade da máscara do casal perfeito, que se ama e por isso espera. Na verdade, a aparência de um belo relacionamento, essa parede construída para mostrar uma "pureza sexual", quando realmente contemplada, revela quão perdidos os nossos jovens estão com essa cobrança.
Tenho acompanhado muitos jovens nessa realidade. Filhos e Filhas de pastores que vivem nesse mentira de côrte, mas que de verdade já vivem uma sexualidade suja e depravada, onde não há regras a não ser satisfazer o EGO.
A igreja evangélica vive de paredes religiosas, muros de "pureza" alienante, que nos isolam da sociedade, mas são facilmente penetráveis uma vez que nós fazemos parte da engrenagem desta sociedade. Ou nos deparamos com o espelho e mudamos a atitude dos "puros alienados" para os "humanos em mudança", ou continuaremos forjando máscaras que aprisionam e nos afastam do verdadeiro Evangelho, a essência do Cristianismo.
Sejamos Humanos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Decisão!

As nossas decisões dizem bem quem é Deus para nós. Uma vez próximos de Deus, nossas vontades e desejos tornam-se convertidos a ele, e não ao nosso próprio egoísmo. É engraçado perceber como essa questão de decisão nos angustia, simplesmente porque "Decisão" está ligada a "Tempo". Sempre ao decidir, lembramos que o tempo não volta.
Um grande filósofo existencialista, Sooren Kierkgaard, diria a nós que "o que angustia o homem é a Possibilidade", nós temos a Possibilidade de tomar decisões e imaginar que cada uma das nossa decisões nos colocará diante de um labirinto, e que a cada caminho tomado, outras bifurcações nos levará a novas decisões. Nas palavras do poeta-compositor Stenio Marcius, "uma obra de tapeçaria, tecida de cores alegres e vivas, que fazem contraste no meio das cores nubladas e tristes".
Decidir nos angustia, decidir nos assusta.
Mas como então "DECIDIR o CERTO"?
Confiar. Deus nos direcionará e nos abençoará, quer façamos a boa decisão, ou a má decisão. Deus será aquele que no "beco sem saída" nos mostrará que ainda existe um jeito. Seja ele voltando atrás, ou então por cima do beco.
Confiar que nas decisões Deus é o direcionador, através daquilo que Ele nos deixou escrito, através da experiência daqueles que já caminharam e através inclusive de sua ação milagrosa no mundo.

Por isso Decisão deve estar sempre ligada a Confiança.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

É sobre Amor

Um homem acorda, perdido. Olha para os lados e percebe somente que está em uma floresta.
Chama, grita, chora. Se vê sozinho. Sente frio.
Mas como chegou ali? Afinal quem é este homem? Mais um perdido? Mais um que será engolido pela solidão?
Ouve passos. Passos fortes. Passos que caminham ao seu lado, ameaçadores. Com isso vem mais confusões, sente-se alegre por não estar sozinho, sente-se triste por não saber se este companheiro irá matá-lo.
Entende que esses passos cadenciados são de um animal, um animal grande. Sente medo e olha para todos os lados. Lembra que seu nome outrora era desespero. Desespero sabe que ali será morto quando ouve o barulho estranho de um animal feroz.
Corre pelos caminhos, corre pela floresta, corre... corre... corre sem saber para onde, corre sem saber o porque. Descobre que essa floresta se chama Solidão, sim, Desespero está preso na Solidão. Ouve que o animal corre atrás dele. Desespero não pode pensar mais, tem que fugir de dentro da Floresta da Solidão.
Suas lembranças voltam em quanto corre. Lembra que é morador do País de Angústia. Sente o bafo quente de um animal, acelera. Lembra que fugia desse mundo por causa dos seus vizinhos Tristeza e Dor. Vê que há luz lá no fim de muitos quilômetros. Chora por lembrar que é fugitivo e entrou nessa floresta por que além de seus vizinhos, também possui em seu encalço os guardas do capitão Ganância. A luz não chega.
Percebe que atrás dele corre uma espécie de tigre. Sim, um tigre. Parece que esse é o famoso tigre chamado como Morte.
Lembra de novo que entrou ali, por saber que só atravessando a floresta da Solidão, conseguirá chegar ao País de Esperança. Percebe o caminho chegando ao fim, é a luz. Mas não só a luz chega, mas também o tigre Morte.
Morte está em seu encalço, faminto. Diziam que havia este tigre deixado ali justamente para não permitir que ninguém ultrapasse o País de Angústia. Inúmeros homens não atravessavam a floresta por causa de Morte.
Sente garras afiadas em suas costas, o peso de um animal feroz o empurra. Lança Desespero longe. Joga Desespero ao chão. Mas percebe, a Morte o jogou para fora da Floresta. Fica atônito. Não é um tigre. É somente um cordeiro.
Um homem então o ajuda a levantar, e conta-lhe.
Na verdade o nome do tigre não era Morte, mas Proteção. Ele existia para guiar os perdidos para fora da Solidão. Infelizmente os moradores de Angústia sempre queriam atravessar para o país de Esperança através da Solidão. Lá moram perigos como o leão da Depressão, os lobos da Violência, os seres nunca imaginados que sempre espreitavam. Proteção somente fazia companhia, mas o temor dos Angustiados não o percebiam.
Quando o tigre Proteção o empurrou, percebeu que na verdade, no país da Esperança, o tigre era só um Cordeiro, de nome Amor de Cruz.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Missão da Igreja

Como Cristãos, temos uma missão. Fazer de Cristo, vida no nosso mundo.
Recentemente ARNALDO JABOR, um grande colunista, confessou não ter visto Deus que aconteceu no "Realengo". E de fato, caminho com ele nessa história. Concordo.
Uma vez que nós somos os embaixadores de Deus na Terra, se Deus não está sendo visto na Terra, é porque estamos fazendo um péssimo trabalho.
Esquecemos que missão não é montar igrejas, ou falar de Cristo em todas as comunidades possíveis. Missão NÃO é isso.
A Missão da Igreja é fazer Cristo lembrado no mundo. É trazer humanidade ao homem. É resgatar o homem das suas necessidades mais triviais (bem estar social) as suas necessidades pessoais (bem estar com Deus). Não podemos esquecer daqueles que tem fome, devemos saciá-los e ensiná-los como conseguir mais por si mesmos. Mas não podemos esquecer que também temos uma função de lembrá-lo quem é Deus, e quem é o verdadeiro Deus.
Uma vez que a Missão da Igreja transformou-se em uma missão de implantação de igrejas, perdemos a noção de quem somos. Somos igreja onde estamos. Mesmo que sem templos.
Enquanto não soubermos quem somos, teremos Wellingtons, Hitlers, Sarneys, Mubaraks, Mussolinis, Valdomiros, Soares, Macedos, bandidos, assassinos, pedófilos, ditadores, perdidos, etc..
Enquanto não soubermos quem somos, como Igreja de Cristo, seremos essa instituição inútil e sem direção, chamada de Igreja Evangélica Brasileira.

Que Deus tenha misericórdia de Nós!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Réplica é sobre amor

(comentário ao texto "é sobre amor" da Ellen http://www.saidomuro.com/2011/03/e-sobre-amor.html)

O amor tem duas questões muito interessantes. Primeiro ele é a prova de que Cristianismo NÃO É religião. Uma vez que religião é a tentativa do homem se "religar" a divindade.
É interessante que através do amor, Deus vem para se religar ao homem... DEUS vem ao homem.
Esse "religare" é estabelecido por causa do amor de DEUS (agapeh tou Teou).
O segundo aspecto tem algo a ver com isso.
Deus inverte toda a lógica do distanciamento entre divindade e homem, sacro e secular, adorado e adorador. Deus se torna homem, para resgatar o homem. Contextualizando isso, seria o homem virar uma barata, para resgatar as baratas da morte.
Esse lance tem uma profundidade absurda que mtas vezes a gente passa sem olhar.
A cruz é o ápice desse amor, mas todo esse processo de amor se inicia no Getsemani, quando Jesus HOMEM diz: SE FOR POSSÍVEL AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE, mas seja feita a sua vontade".
Esse amor se inicia no MEDO da morte de Jesus... repito MEDO DA MORTE... O Jesus homem nitidamente NÃO quer fazer isso e tenta ver se há outra possibilidade. Divinizamos tanto Jesus, que esquecemos que ele é homem. Enqnto homem ele sente qualquer coisa de maneira humana. Mas enqnto Ele é Deus, seu caráter é Divino. (Observe que o Jesus homem é escrito com letras minúsculas).
Quando observamos a humanidade de Jesus, percebemos seu sofrimento e podemos vislumbrar por relance o tamanho de tão grande amor.
Observar esse amor é contemplar uma pérola preciosa de alto valor.
Conversar com esse amor é ter a oportunidade de achar o brilhantismo e saber que é integrante dele.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Um convite Underground!

Nos dois últimos tempos temos observado o surgimento de inúmeras confissões religiosas. Igrejas com orientação para agir na vida do jovem seja com futebol, surf ou rock.
Comunidades que se denominam Underground, marginalizadas e diferente das igrejas institucionalizadas.
Mas de fato, são locais tão institucionalizadas como qualquer outro. Talvez não tenham que mandam um relatório de atividades pastorais no fim do mês, ou muito demonstrar a um colegiado superior os avanços da comunidade. Mas são institucionalizados no seu jeito de lidar com o cristianismo.
Gritam: "SEJAM BEM-VINDOS TODOS", mas pregam o constrangimento ao Homossexual, o inferno à prostituta, o não perdão ao assassino, ao exterminio do pedófilo, a perfeição para o pecador.
Gritam: "SEDE SANTOS" mas pregam uma forma de santidade que é buscável e alcançável por méritos humanos. Ser Santo é não fazer nada de errado. BALELA!
Santidade é aquilo que Jesus conquistou para nós. Eu posso me decidir viver em santidade como louvor a Ele, ou rejeitá-lo.
Essas comunidade Underground ainda pregam a diferença, mas se igualam no descuido ao meio ambiente, as necessidades de sua região e ao ser humano de forma integral.
Homem não é espírito, alma e corpo tricotomicamente separados. É ser vivente que come, pensa e adora a Deus.
De verdade, underground mesmo foi Jesus, que deu de louco, virou a mesa na templo e lutou para que o ser humano voltasse a ser visto como SER HUMANO, centro da vontade de Deus.
Voltemos a Jesus e entendamos que ser underground é ser DE VERDADE diferente, AGINDO na sociedade que nos cerca.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Prioridades!

No púlpito um pastor informa as prioridades da sua denominação, os resultados da reunião com os demais pastores e o presidente da organização:
-Irmãos, queremos restaurar o mundo, por isso agora todas as igrejas tem uma nova prioridade... MONTAR MAIS IGREJAS!
Isso é tão comum, que enoja.
Infelizmente, as necessidades das denominações é simplesmente montar mais igrejas. Nada mais, nada menos.
Infectar o mundo com suas posições. Para que todas as comunidades sejam marcadas por suas doutrinas.
Já não importa o pobre, importa o templo. Não importa a fome da comunidade, importa o púlpito que comporta a melhor banda e o melhor esquema de som.
A igreja deve se preocupar com o espírito, o governo com a sociedade. Traçamos até onde iremos, ficamos com o mais fácil. Deixamos de lado o que é mais difícil.
Dentro do templo adoramos de olhos fechados. Olhos fechados!
Olhos que não podem ver as necessidades do outro. Olhos que não podem ver a tristeza do outro. E se o veem, devo orar pelo vizinho, e somente isso!
Todos os problemas devem ficar fora do templo, pois diante de Deus não podemos estar tristes.
MENTIRA!
Pois Deus é Deus dos tristes, Deus é Deus da humanidade. Sou humano quando reconheço que estou triste, sou humano quando reconheço a tristeza do outro.
SOU HUMANO, QUANDO ACEITO QUE SOU HUMANO DO JEITO QUE EU SOU... SEM MÁSCARAS!

Nossos templos devem priorizar a humanidade. Nossa adoração deve olhar para o mundo.
Não há prioridade maior de Deus, do que o homem.
A missão a qual Deus nos convida a fazer parte, iniciada em Jesus, é para re-humanizar o homem.
Será que um dia seremos igreja de verdade e daremos prioridade a missão de Deus, e não mais a templos e nossas denominações?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Os profetas de ontem e os profetas de Hoje!

Fim de ano. Momento no qual homens de branco definem a direção de Deus para o ano. Prometem. Anos de paz, anos de tranquilidade ou anos de oportunidades.
Estes são os nossos profetas hoje, homens que abençoam suas comunidades com palavras de benção.
Porém, o profeta de hoje difere dos profetas do passado. Homens que iam contra reis, contra os poderes, contra a sociedade. Eram verdadeiros olhos aflitos, que ecoavam sobre a sociedade informando que o caminho que percorriam estava errado.
Pregavam uma conversão, pregavam o olhar para Deus com novos olhos.
Estes eram homens que estavam prontos para morrer, pois não amaciavam egos, falavam aquilo que estava errado, pregavam contra e nunca a favor. Pregavam o perdão, mas exigiam o arrependimento, e com isso não quero renegar Cristo, que rompeu com essa exigência, mas quero reativar o conceito de profetismo.
Profetizar é ir CONTRA os rumos a sociedade. É ser aquele que aponta que tudo está errado, dizendo que existe um outro jeito. O jeito de Deus.

Enquanto nossos profetas de hoje estão preocupados em abençoar, abençoar, abençoar, s profetas antigos lutam pelo arrependimento.
Enquanto os nossos profetas querem que as comportas dos céus se abram para as bençãos de Deus se derramarem, os antigos estão mais preocupados que dos céus venha o perdão.
Enquanto o olhar dos profetas de hoje é completamente voltado para a igreja, os profetas do passado olhavam para sociedade.
Enquanto nossos profetas creem que Deus deve dar o que pedimos por que Ele prometeu, os antigos somente esperavam a promessa se concretizar na salvação do homem por meio do messias.
Enquanto nossos profetas pecam por esquecer que o caráter de Deus é por si só Abençoador, e está implícito no seu ser Abençoar livremente, os antigos pecavam por serem chamados de malucos enfrentando a morte pelo que acreditam.

Que Deus levante mais profetas como o do passado.